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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Em busca do tempo perdido
"(...)levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena. Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferentes as vicissitudes da vida, inofensivos os seus desastres, ilusória a sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim; era eu mesmo. Cessava de me sentir medíocre, contingente, mortal."
(PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Tradução Mario Quintana. Vol. I - No caminho de Swann. São Paulo: Globo, 2006. p.71)
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A ousadia de Steven Klein
De campanhas famosas para nomes como Alexander McQueen, passando por ensaios provocantes em revistas como a Vogue, inúmeras exposições, como na Gagosian Gallery, e editoriais esteticamente ousados de celebridades como Madonna, Brad Pitt e Lady Gaga, o fotógrafo americano Steven Klein tem se consagrado como um dos maiores ícones da moda e fotografia contemporâneas. Nas palavras de Susan Kismaric, curadora de fotografia do MoMA, “A ousadia de Steven é o que distingue a sua obra. O modo com que examina o lado obscuro, a face das coisas que nós tendemos a não querer focar. Quer dizer, sabe-se que sexo vende roupas, mas aqui existe uma sexualidade muito mais palpável e realística.”
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O Corpo em Performance no Cinema
SESC Vila Mariana - SP promove, até 28 de julho, mostra que prevê ciclo de palestras, exibição de filmes censurados e polêmicos em suas épocas, exposição, cabine privê e cine-concerto, abordando desde as primeiras obras do cinema mudo à atualidade. A contextualização do erotismo no cinema ao longo das décadas vem elucubrar suas intenções e inserções no contexto de longas e curtas-metragens de diversos gêneros da linguagem cinematográfica.
SESC Vila Mariana
02/05 a 28/07.
Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados, das 9h às 20h30; e domingos e feriados, das 9h às 18h30.
SESC Vila Mariana
02/05 a 28/07.
Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados, das 9h às 20h30; e domingos e feriados, das 9h às 18h30.
domingo, 28 de abril de 2013
Confissão de ateu
Que incoerência!
Dizer-me cristão
e pensar que a vida
é coincidência.
Mesmo assim, eu penso.
Deus não.
Fernando Martins
terça-feira, 23 de abril de 2013
Pixinguinha - um modo de ler
Há 116 anos nascia Pixinguinha
![]() |
| O maestro Pixinguinha em sua casa em Ramos. Rio de Janeiro, 1968. © Foto de Walter Firmo |
SEKEFF, Maria de Lourdes. Música e Psicanálise. In: ANPPOM – Décimo Quinto Congresso/2005
terça-feira, 16 de abril de 2013
David Lynch - O Lado Sombrio da Alma
David Lynch ficou conhecido por sua inusitada obra surrealista, em que o mundo dos sonhos é conduzido por uma narrativa quase sempre marcada por elementos violentos. Na mostra David Lynch – O Lado Sombrio da Alma, longas como Veludo Azul (1986), Homem Elefante (1980) e Cidade dos Sonhos (2001), belos exemplos do estilo cinematográfico criado pelo diretor, poderão ser revistos – ao todo, serão exibidos 30 filmes.
Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, São Paulo (SP)
16 a 28 de abril
Entrada franca
http://www.caixacultural.com.br
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Lady Warhol
O conteúdo da mostra é fruto da série Imagem alterada. Criado por Warhol e Makos no início dos anos 1980, o projeto discute quais são os limites que separam a figura feminina da masculina. A inspiração para a iniciativa surgiu a partir de fotos em que o pintor e poeta francês Marcel Duchamp incorporava a personagem Rrose Selavy (com “r” duplo mesmo, para sugerir a pronúncia da palavra “hereuse”, “feliz” em francês), clicado pelo fotógrafo norte-americano Man Ray.
Museu de Arte Moderna de São Paulo (Sala Paulo Figueiredo)
Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
http://mam.org.br - 16/04 a 23/06
quinta-feira, 28 de março de 2013
primeiro dia da hora de Inverno
28 de março - Há 72 anos partia Virginia Woolf
Porque será a vida tão trágica?, tão semelhante a uma pequena faixa de passeio sobre um abismo. Olho para baixo; sinto vertigens; não sei se vou conseguir caminhar até ao fim. Mas porque sentirei eu isto? Agora que o digo já não o sinto. Tenho a lareira acesa, vamos à Beggar’s Opera. Só que isto paira em mim; não posso fechar os olhos a isto. É uma sensação de impotência: a sensação de não estar a realizar nada. Aqui estou eu, em Richmond, e, como uma lanterna no meio de um campo, a minha luz esfuma-se na escuridão. A melancolia diminui à medida que vou escrevendo. Então porque não escrevo eu mais vezes sobre isto? Bom, a vaidade proíbe-mo. Quero ser um êxito até aos meus próprios olhos. Contudo, este não é o fulcro da questão. É que não tenho filhos, vivo afastada dos amigos, não consigo escrever bem, gasto muito dinheiro em comida, envelheço – dou demasiada importância aos quês e porquês; dou demasiada importância a mim mesma. Não gosto que o tempo esmoreça. Se assim é, então trabalha. Pois é, mas o trabalho cansa-me logo – só posso ler um bocadinho, uma hora a escrever e já não posso mais. Ninguém vem para aqui entreter-se um bocado. Se isso acontece, zango-me. Ir a Londres é um esforço enorme. Os filhos da Nessa crescem e não posso tê-los cá para o lanche, nem levá-los ao Jardim Zoológico. O dinheiro para os meus alfinetes não dá para muito. Contudo, tenho a certeza de que estas coisas são triviais: é a própria vida, penso eu por vezes, que é assim tão trágica para esta nossa geração – não há um cabeçalho de jornal que não tenha um grito de agonia de alguém. Esta tarde foi o MeSwiney, e a violência na Irlanda; ou então é uma greve. Há infelicidade em todo o lado; está mesmo atrás da porta; ou há estupidez, o que é pior. Mesmo assim, não consigo arrancar este espinho. Sinto que voltar a escrever o Jacob’s Room me vai fazer recuperar a fibra. Acabei o Evelyn: mas não gosto do que escrevo agora. E apesar de tudo isto como sou feliz – se não fosse esta sensação de haver uma faixa de passeio sobre um abismo.
Segunda, 25 de Outubro (1920) (primeiro dia da hora de Inverno)
WOOLF, V. Diário. Primeiro Volume 1915-1925. trad. Maria José Jorge. Lisboa: Bertrand, 1985.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Carcará
Maria Bethânia cantando a música "Carcará" na sua estréia nos palcos, em 1965, quando ainda tinha apenas 17 anos de idade. Esse número fez parte do show "Opinião", que foi um espetáculo histórico de protesto, do qual também participaram Zé Keti e João do Vale. A cantora Nara Leão fez parte da primeira versão do espetáculo, mas teve que se ausentar e indicou Bethânia pra lhe substituir, quando a baiana ainda era uma desconhecida. No final da música, Bethânia emenda com um texto sobre a migração do povo nordestino para os grandes centros urbanos brasileiros.
domingo, 17 de março de 2013
Identidades
A série Identidades de Ana Oliveira, fotógrafa portuguesa que reside em Londres, retrata as marcas do tempo em nosso corpo e as mudanças físicas que acontecem quando nós envelhecemos. O projeto se baseia em recriar as poses das fotografias antigas, utilizando cenários, roupas e iluminação semelhantes. Algumas das pessoas retratadas apresentam até 60 anos de diferença em relação à fotografia antiga.
terça-feira, 12 de março de 2013
Follow me On
Viajar com a namorada e conhecer diversos lugares do mundo já é uma coisa muito legal. O fotógrafo Murad Osmann aproveitou essas viagens não apenas para ficar do lado de sua amada, como também para tirar fotos dela. Mas as fotos não são aquelas típicas onde o casal pede para alguém tirar uma foto deles em frente a algum grande monumento. A série intitulada Follow me On retrata os momentos em que a namorada de Osmann o guiava pelos lugares segurando as suas mãos, em cada uma das viagens feitas pelo casal.
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